quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Arrumando as Malas


Olá pessoas, as vezes acho q este blog estaá pra lá de desanimado...mas eu não! Estou fazendo as malas porque amanhã vamos de férias pro BrasiL-sillL! Logo veremos a família! Hoje é aniversário da minha irmã do meio, gostaríamos de estar lá..mas por pouco não deu. Fica pros próximos 25 né Naara? Rs!!
Hoje fui ao centro da cidade mais um vez, uma viagem pra ir e p/ voltar porque o tráfego está pior com tanta poeira e obras no México, mas foi bom. Andei, fui num mercado chamado Ciudadela, muita coisa bonita lá. Atravessei uma manifestação popular, uma barreira policial, comi numa cafeteria antiga da cidade, um buffet simpático com tortilhas de flor de abobrinha com queijo, BOm.Ah, e novidade, suco de maracujá natural. Um máximo!! Saindo do centro passamos em frente a uma das catedrais católicas da cidade, dominadas por fiéis, hoje é dia de São Judas Tadeu...mulheres, crianças e homens com flores e imagens grandes nas mãos. Muita feira e comida, e claro, tráfeeego. Voltei para pegar a roupa na lavanderia e retomar minhas arrumações.Mas meu príncipe ainda está adormecido...esperar...esperar é uma virtude, só treinandoooO.


Abraços-contentes!

sábado, 23 de outubro de 2010

Vulcão!!


Sim queridos, eu fui num vulcão, e ativo!! Foi demais!! Conhecemos o Parque Nacional Iztaccíhuatl-Popo.. assisti de bem perto o magnífico presente da natureza, ar puro, fresco e um pouco empoeirado por causa do vulcão, que está 24h saindo fumacinha. Aproveitamos pra conhecer uma reserva indígena próxima, onde pude andar alguns minutos a cavalo, adorei! Depois ainda fomos almoçar em uma fazenda-spa, da qual tivemos direito de conhecer todo o espaço reservado para recreações ao ar livre, como tiroleza e tdo mais e sobretudo ver bichinhos como llamas, dromedálios, águias, cobras-imensas e veadinhos, mtos deles. Gostamos muito do passeio, cheio de surpresas agradáveis e muitos pinheiros e verde. Recomendo a todos conhecer o vulcão da região Puebla, do Estado do México

Beijos

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Muerte e ofertas


Um hippie cantando músicas africanas em seu tambor, por uma moeda ou um aplauso, por favor. Um índio com sua flautinha e violão cantando aos corações das muchachas do metro. Era clara a preferência geral. Uma sirene advertendo o fechamento da porta e uma multidão se aproximando para entrar rápido. Estavamos indo a La Merces, um lugar onde se encontra tudo e bem barato. Uma nova amiga, Cecília, me disse que havia um lugar bom para encontrar bom preços e uma diversidades única. Ela tinha razão, diversidade e bons preços. Esqueceu de mencionar suor-puxa-puxa-gritaria-camelô-gigante-e-otras-cositas-más. É maior que a feira hippie de Goiânia com um misto de feira de animais, confeccoes, eletronicos, cozinha, acougues, doces (a melhor parte) e todo tipo de artesanato mexicano (destaque para as cerâmicas belíssimas). Gostei bastante da experiência. Por $6 pesos é possível cortar a Cidade do México. O transporte público é normalmente barato, gastamos pouquíssimo nesta jornada às banquinhas.
Como se aproxima o Dia dos Mortos, festividade dos dia 01 e 02 de novembro, todo o comércio está tomado pelo tema. São caveiras, abóboras (que também corrobora com a época do Halloween), máscaras e fantasias e uma infinidade de oferendas para os mortos. As oferendas normalmente são carregadas de símbolos místicos, ervas, pedras, flores e normalmente é dado ao ente querido falecido, algo que ele gostava de comer. Falando com Cecília, comentou para sua mãe lhe oferecerá café com pão, mas sua irmã que também se foi, seria cerveja e muita tequila. O México nestes meses volta-se completamente para este festejo e as bebedeiras nesta comemoração já se iniciaram. Um mês atrás eram os gritos de !Viva México! em virtude da festa do Bicentenário. De um mês para o outro todos os doces são caveiras e sepulturas, os brinquedos infantís são esqueletinhos e qualquer outra coisa relacionada à "buena muerte".
Comprei algumas cerâmicas e doces e voltei esgotada, como se tanto apelo comercial houvesse me sugado as forças. No caminho de volta peguei mais metro e caminhones (onibus) e também micros (os microonibus). Vi uma menina sentado no ônibus, muito igual à minha irmã, só que bem jovenzinha, no máximo 15 anos, e já com um bebê lindo no colo. Seu olhar era vidrado, não tinha ânimo nem brilho. O nenem tentava lhe roubar a atenção mas nada lhe tirava de seu descontentamento aparente. Senti uma tristeza grande. Tenho visto muitas meninas-mães aqui. Esta carregava uma pequena mochila e seu tênis e calça jeans eram tão infantís... a inocência perdida, uma bonequinha de menina com seu bebê perfeito. Penso que a alegria em forma de festas, na maneira de viver daqui também é uma forma de reagir aos inúmeros problemas sociais. Há um peso grande, como uma melancolia pós uma rodada de tequilas. Vê-se nos olhos, como um vazio. Volto mais uma vez a falar de desigualdade e necessidade de Deus. É o que sinto e tenho visto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cojoyacán


Sim! Fui a cidade de Frida Kahlo, finalmente. Minhas pesquisas avançam e conhecer o museu, que era sua casa foi mais um passo importante para o estudo. Casa grande, muitos pertences pessoais, mas poucas pinturas da artista. Mas pincéis, cavaletes e a sua cama, a qual passou grande parte de sua vida, devido as doenças constantes, isso sim foi algo mto interessante de ver. Ahh.. e aquele armarinho de miniaturas, de regalos, ahhh eu amei. Eles eram leitores de temas marxistas, cada livro pesado que tinha lá.. Pena que nao era permitido ver de perto. O mundo de Frida e Diego (seu esposo) foi invadido por alunos do ensino médio com suas anotacoes, senhores, senhoras, gringos de todas cores, mexicanos e barras eletronicas com apitos chatos para nao tocar em nada. Andando pelo casarão me senti uma intrusa e com a impressao de q a qq momento o dono da casa chegaria. RS! Um jardim que trazia uma imensa paz..que lugar agradável. . . lá fiquei sentada por um tempo eqto decidia se comprava postais e bobagens com a cara da artista ou nao. Era tentador nao levar alguma coisa de lá, mas ao mesmo tempo pensava no que me aproximaria de entender a arte desta mulher tão intensa. E assim continuamos esta semana, com mais pistas de arte mexicana.
Pelo bairro conhecemos um excelente restaurante mexicano. Pedimos Chile al Nogada, um prato tipico feito de um tipo de pimenta enorme (tipo um pimentao) recheado com carnes e amêndoa, coberto com creme de noz e sementes de romã. Um pouco doce mas delicioso. E também um prato chamado Filetes Troya - um filé escondido debaixo de um queijo-amarelo-nao-sei-o-nome-mais-bom embrulhando um molho incrível de camarões por baixo... algo terrível. Haha... pede bis.
abs
Hasta Luego